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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Artigo

A construção do saber ensinar caratê nas aulas de educação física

Ms. YURI MARCIO E SILVA LOPES E

Es. ALINE DE OLIVEIRA VIEIRA

METODOLOGIA

Este estudo utilizou de etnografia como opção metodológica . A descrição da pratica pedagógica refere-se as aulas de Educação Física ministrada no EMEF centro de jacaraípe Serra-ES, com alunos correspondentes ao 5º ano do ensino fundamental. Foi realizado um estudo descritivo sobre os saberes profissionais e didático-pedagógico desenvolvidos nas aulas de Educação Física .


DISCUSSÃO

  • Os saberes docentes são considerados aspectos fundamentais da pratica pedagógica, que implica no processo formativo dos professores.

  • Esses autores concebem os professores como sujeitos protagonistas na produção de saberes pedagógicos

  • O contexto deste estudo esta situado em um ambiente de trabalho onde ambos os professores dividem as idéias e o mesmo espaço de atuação .

  • Neste estudo observou-se que embora os professores apresentassem trajetórias peculiares , eles tendiam a orientar-se pela mesma base esportiva .



A descrição e reflexão sobre a construção da pratica pedagógica dos professores de Educação Física para o ensino da luta

Haverá uma apresentação da postura dos professores ante o contexto de uma posição social de desvalorização desta disciplina e as limitações para a pratica da mesma .

Iremos nos ater ao aspecto didático- pedagógico mobilizado pelos professores para planejar e ensinar o conteúdo caratê nas aulas de Educação Física do EMEF.

O ensino do caratê nas aulas de Educação Física tinha por objetivo permitir a socialização e ampliação do repertorio de saberes , habilidades e atitudes dos alunos em torno dos elementos que constituem o caratê .





Procedimentais delimitados em torno das técnicas de defesa e ataques contusos

Conceituais Foram trabalhados o significado da auto-defesa, a historia, os costumes e as tradições japonesas

Valores foram intencionados o trato pedagógico para agir e refletir em torno do “bushido “.


Foi adotado a concepção de técnica corporal de Mauss, que é uma técnica que constitui-se de um determinado instrumento indissociável de uma engrenagem simbólica sócio-historica especifica. Objetivou-se o ensino da tecnica de luta do caratê aspectos simbólicos que possibilite a expressão dinâmica de cultura , que permite a reflexão dos saberes que constituem o caratê.


Estruturação das aulas :

  • Apresentação dos conteúdos

  • Experimentação

  • Aprendizagem

  • Reelaboração

Para abordar o ensino em valores, foram apresentados textos e leituras para que os alunos pudessem fazer uma interpretação , analise e dialogo no sentido em levar os alunos a refletirem sobre a realidade sócio-cultural em que estão inseridos”.


Conclusão

Este estudo levou a entender que a valorização profissional da Educação Fisica deve passar por uma introspecção e partilha de saberes, nosso desenvolvimento profissional depende da organização sistemática do trabalho que desenvolvemos.





Pressupostos orientadores para o ensino dos "futebóis" na Educação Física Escolar...



Ms. Ricardo Rezer



Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)



Doutorando do Programa de Pós-Graduação em educação Física (PPGEF/UFSC)



Professor da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó)







É evidente a diferença entre a produção acadêmica e a prática pedagógica na Educação Física Escolar causando uma angustia no professor sobre como agir. Deve-se pensar em "para que fazer" e não em "dar o que" nas aulas de Educação Física.



"Futebóis" é o termo utilizado para se tratar pedagogicamente o futebol e o futsal como conhecimento da cultura corporal do movimento sem desconsiderar os elementos específicos dos mesmos. Compreende-se como "futebóis" : futebol de vázea, de são, de praia, de botão, futivôlei, totó, "pelada", "racha" entre outros, segundo DAMOL (2007).







Fase I - Ensino Fundamental 6 a 11 anos







Brincadeiras de bolas com os pés...



Onde as crianças brincam, há tesouros enterrados (BENJAMIN, 2002).



Através das brincadeiras e jogos são possiveis pedagogicamente:



* Periodo propicio para experimentaçaõ e descoberta possibilitando aos alunos uma relação prazerosa com a bola;



* As aulas devem apresentar diversificação de materiais articulado com a bola;



* Permitir aos aulunos desenvolverem um relacionamento individual e coletivo e troca de experiências aluno-aluno, aluno-professor e professor-aluno;



* Explorar o imaginári, lúdico nos alunos;



* Valorizar a participação dos alunos nas aulas de Educação Física e introduzir a tática e desafiar os alunos nas soluções do jogo.







Resgate de jogos populares/de rua...



Ao trazer para as aulas de Educação Física os jogos de rua pode ampliar a forma crítica e o conhecimento sobre jogos. Os alunos devem ter autonomia para organizar os jogos e serem levados a perceberem o erro negativo como forma de rendimento. Deve haver interferências do professor respeitando a cultura lúdica do jogo.







Fase II - Ensino Fundamental 11 a 14 anos







Jogos esportivos...



O futebol e o futsal devem ser introduzidos nas aulas de Educação Física. As aulas devem trazer conhecimentos específicos para que os alunos tenham condições objetivas para jogar bem e sentir-se bem, tanto como sujeito, como parte do coletivo que joga.







Jogos eletrônicos...



estes são muito atrativo para os alunos, mas se faz necessário que o professor dominem os jogos para não se tornarem vulneráveis. Um exemplo de jogo de futebol é o FIFA.







Fase III - Ensino Fundamental e Médio 14 a 17 anos







Aprofundamentos técnico-tático...



Nas aulas o conteudo específico deve ser trabalhado, faz-se necessário compreender conceitualmente técnica e tática a partir de uma relação de indissociabilidade. O estudante deve ser levado a pensar e resolver os problemas do jogo a partir de modificações nas situações de jogo.







Fase IV - Tematização para as diferentes fases escolares.







Jogos de salões...



Jogos desenvolvidos em espaços fechados e com redução de jogadores. Estes contém grande riqueza de conhecimentos técnicos e culturais, representando uma proposta séria, fruto de um planejamento pedagógico nas aulas de Educação Física.







Considerações Finais



Faz necessário entender que a Educação Física não é apenas um espaço para divertir e jogar e sim um espaço que deixa marcas e saberes e conhecimentos que nunca mais vão se perder.



A construção de uma cultura escolar para o ensino do esporte se dá a uma tensão permanente entre aquilo que existe e precisa ser ensinado ( tradição) e aquilo que pode ser construído (em aberto).



Os pressupostos aqui apresentados contribuem para ampliar a relação entre teoria e prática na Educação Física Brasileira.



Graduanda Leandra Sousa























ENTRE O "NÃO MAIS" E O "AINDA NÃO ": Pensando saídas do não-lugar da EF Escolar I

Ms. FERNANDO JAIME GONZÁLEZ
Mestre em Ciências do Movimento Humano pela UFSM
Doutorando em Educação Física UFRGS
Professor do Departamento de Pedagogia Unijuí


Dr. PAULO EVALDO FENSTERSEIFER
Doutor em Educação pela Unicamp
Professor do Departamento de Pedagogia Unijuí


A partir do século passado a Educação Física (EF) estabeleceu uma relação simbiôntica com o esporte (saúde e esporte), onde esse fenômeno acabou sendo praticamente dominados nas aulas de EF. A tal ponto de, ser plenamente possível confundir EF escolar com prática esportiva. Esse processo, que ficou conhecido com a esportivização da EF escolar que foi dominado durante várias décadas, e passou a ser questionado no transcurso dos anos de 1980, que ficou conhecido como o movimento renovador da EF brasileira. Movimento este que impulsionou mudanças em diversas dimensões de nossa área. O movimento renovador entendeu que uma das ações necessárias para transformar a EF seria “elevá-la” à condição de disciplina escolar, tirando-a da categoria de mera atividade. Essa ruptura com a tradição, do que podemos denominar de o “exercitar para”, colocou à EF a necessidade de reinventar o seu espaço na escola, agora com o caráter de uma disciplina escolar, subordinada a funções sociais de uma escola republicana, comprometida com a necessidade de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. É bom ter clareza de que esse processo da EF não existe enquanto prática hegemônica, onde significa que essa responsabilidade deva passar pela invenção de novas práticas pedagógicas. Assim, na nossa compreensão a EF se encontra “entre o não mais e o ainda não”, ou seja, entre uma prática docente na qual não se acredita mais, e outra que ainda se tem dificuldades de pensar e desenvolver. A EF deve ter perspectivas ao enfrentar os desafios, e apresentar possibilidade de produzir respostas que levam em conta a especificidade da instituição em que se encontra, identificando o campo de conhecimento que lhe é particular e o modo como os conhecimentos são tratados, e cabe a escola primeiramente conservar e transmitir os conteúdos culturais de uma civilização ou nação.


Apresentação do artigo: Fundamentos e princípios pedagógicos da Educação Física: uma perspectiva no campo da Educação para a Saúde

Artigo apresentado na disciplina de Educação Física Escolar:

Fundamentos e princípios pedagógicos da Educação Física: uma perspectiva no campo da Educação para a Saúde

Dartagnan Pinto Guedes ( Docente da Universidade Estadual de Londrina Paraná)

A educação física é uma disciplina obrigatória no sistema educacional brasileiro em todo o ensino fundamental e médio. As informações mais recentemente verificam-se que o enfoque essencialmente esportivo oferecido aos programas de Educação Física escolar não consegue atender, em toda sua plenitude, as expectativas de um currículo de ensino voltado a uma formação educacional mais efetiva dos jovens.

Conceito de saúde: esta relacionada meramente à ausência de doenças ou de enfermidade; na verdade, o conceito de saúde se identifica com uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados ao bem – estar físico, mental, social e espiritual.

Saúde positiva (aspectos físicos, mental, social e espiritual)

Comportamentos de Risco (sedentarismo, dieta rica em gordura, tabagismo, uso de drogas,estresse elevado, abuso de bebidas alcoólicas e etc).

Doenças (coronariopatias, diabetes, hipertensão, câncer etc).

Saúde negativa (graves limitações funcionais e mortalidade)

Documento produzido na Conferencia Internacional sobre Exercício Físico, Aptidão Física e Saúde, com finalidade de desenvolver um consenso sobre saúde.

Conceito de bem – estar: implica a capacidade individual para viver com alegria e satisfação, podendo-se oferecer, significativa contribuição à sociedade é algo além da ausência de doenças é aumento na expectativa de vida saudável, manutenção da saúde positiva.

Evolução histórica quanto à proposição dos programas de Educação Física escolar:

v 1930: influencia militar, marginalizando aqueles menos capazes fisicamente;

v 1940: tendência biopsicossocial, pedagogos substituíram os militares;

v 1970: pelo sucesso alcançado por algumas equipes nacionais em competições internacionais, o esporte passou ter grande importância para a Educação Física escolar;

v No século XXI: os programas deverão preparar os educandos para a adoção de um estilo de vida saudável.

Relação educação física e educação para a saúde:

Deve ser tratado no período de escolarização a adoção de hábitos saudáveis que possam inibir o aparecimento e o desenvolvimento de comportamentos de risco para a saúde, pois especulam que grande numero de distúrbios orgânicos que surgem na idade adulta poderiam ser minimizado ou evitados com essa adoção.

Comportamentos de risco para a saúde em jovens brasileiros:

65% não conseguem atender as exigências mínimas de pratica de atividade física;

90% hábitos alimentares inadequados;

30% portadores de sobrepeso;

23% fumantes;

18% uso rotineiro de bebidas alcoólicas.

Neste caso, a proposta sugerida aos professores de educação física é a de assumir um novo papel diante da estrutura educacional, procurando adotar em suas estratégias de ensino não mais uma visão exclusivamente de prática esportiva e de atividade recreativas, mas sim, uma postura pedagógica que possa alcançar metas e objetivos voltados à educação para a saúde. Através de seleção, organização e o desenvolvimento de conteúdos e de experiências que venham a propiciar aos educandos a incorporação de hábitos saudáveis e que os conduzam a optar por mantê-los nas idades adultas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pensar a Educação Física na Escola:

Para uma formação cultural da infância e da juventude
Dr. Tarcísio Mauro Vago


O presente texto traz para reflexão cinco maneiras de pensar a Educação Física na escola.

1) Pensar o lugar da Educação Física: A escola e seus vínculos com as culturas.


O lugar é a escola. Um lugar com uma identidade, uma responsabilidade social, uma expectativa. A escola é um lugar de culturas, das culturas e um lugar entre culturas.


- A escola é um lugar de culturas porque seus protagonistas (alunos, professores e funcionários) são produtores de cultura.


- A escola é um lugar de circulação das culturas porque tem como responsabilidade realizar o humano direito a um patrimônio por todos produzidos: conhecer, fruir e usufruir as culturas produzidas pelos humanos.


- A escola é um lugar entre culturas porque estabelece relações com outros lugares em que os humanos produzem suas culturas.

2) Pensar os humanos que produzem a escola e a Educação Física: Seres de Cultura.

Pensar o ser humano como ser de cultura se torna essencial quando está em questão é a experiência que se pode organizar e viver na escola, experiência que se traduz em uma formação cultural que recobre um tempo fundamental na vida.

3) Reconhecer professores e estudantes como sujeitos praticantes.


Cabe ao professor contribuir para a formação cultural de uma criança, de um adolescente, de um jovem, de um adulto, e realizar uma intervenção sobre as práticas culturais que circulam na “sociedade” porque cada ser humano é expressão delas. Cabe também ao professor na relação com o aluno, respeitar e qualificar os momentos particulares de suas histórias de vida.

4) Pensar o humano direito ao corpo.


Compreender a realidade biológica do corpo é imprescindível, no entanto deve se levar em consideração a sua realidade cultural, um corpo capaz de guardar e expressar historias.

5) Pensar a Educação Física na educação básica: para um projeto de formação cultural da infância e da juventude.


A educação física tem potência para ser um tempo de fruir, de usufruir, de viver e de produzir essa cultura, um lugar de enriquecer a experiência humana, posto que essas práticas são possibilidades afetivas, lúdicas e estéticas de apreender e entender o mundo – e de agir nele.

domingo, 1 de maio de 2011

Apresentação Artigo: Esporte e Cinema, Relações e Possibilidades Pedagógicas

Autor: Dr. Victor Andrade de Melo
Objetivo: Discutir as relações da prática esportiva com o cinema, que possibilitou a exibição de imagens em movimento.

ESPORTE E CINEMA
O cinema e os jogos olímpicos cresceram e se consolidaram praticamente juntos, na França (séc XVII). A principal influência desse crescimento foi dada pelo crescimento das cidades e do comércio de mercadorias e consequentemente de uma cultura urbana em que se destaca as vivências de lazer.
O esporte foi muito retratado por artistas plásticos pelo interesse que se tinha pelo corpo, formas de manifestações, pelo caráter de festa e entretenimento, entre muitos outros.
Criou-se uma necessidade de se "desvendar" e "controlar" o corpo, que passa a ser uma grande preocupação, o que por sua vez dava grande importância às atividades físicas tanto para estudos como para higiene.
O videotape surge e é apresentado como a "verdade, o objetivo, o científico", pois na época a análise das competições eram feitas a olho nú e gerava muita polêmica, com a imagem em movimento isto poderia ser solucionado. O esporte teve que se adequar à transmissão televisiva. Surgiram polêmicas que traziam a idéia de que o torcedor/expectador tornara-se passivo, o que antes não acontecia, o torcedor era ativo e dependia de si próprio para tomar posicionamentos perante o que ele assistia.
Contudo, o corpo continua se sobressaindo, buscava-se prazer ao ver o corpo projetado em uma tela. Corpos musculosos seriam a atração dos espectadores dos eventos esportivos.
Até hoje o esporte continua sendo o grande espetáculo, junto, é claro, com o cinema, a mídia, principalmente pelas formas de propaganda que aumenta o consumo.

Conclusão: Estética é muito relevante na presença social e na popularidade do indivíduo no esporte e para os educadores uma boa ferramenta. Deve-se utilizar essa manifestação nas aulas relacionadas ao esporte para ampliar a compreensão deste. Ensinar outras formas de manifestação esportiva na maneira de se praticar e/ou assistir ao esporte.
"Mais do que educar pelo esporte para desenvolver novos valores, é importante educar pelo esporte para desenvolver novos olhares e novas sensações."