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terça-feira, 2 de julho de 2019

Handout




UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS

EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA

PROFESSOR: MÁRCIO NOBERTO FARIAS

ALUNOS: ALINE, BIANCA, EVIANE, EVELYN

TEMA: Importância e significado da educação física escolar na história.

OBRA: SILVA, Matheus Bernardo. O objeto de conhecimento da educação física escolar na perspectiva da pedagogia histórico-crítica. [s.n.]. Campinas, SP, 2018.

SOBRE O AUTOR: Pós-Doutorando em Educação pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Licenciado em Educação Física pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Desenvolve pesquisa na área da Educação e da Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: Epistemologia, Teorias da Educação, Didática, Prática Pedagógica, Educação Escolar, Educação Física Escolar.

PROBLEMA: está sintetizado na seguinte indagação (pergunta-síntese): quais categorias analíticas, fundamentadas a partir da pedagogia histórico-crítica, podem contribuir para a identificação e compreensão do objeto de conhecimento da educação física escolar?

HIPÓTESE: a educação física escolar deve estar fundamentada por uma teoria pedagógica, mais especificamente pela pedagogia histórico-crítica, uma vez que esta teoria pedagógica, por se tratar de uma ciência autônoma e unificada, possui fundamentos suficientes para consolidar a educação física como campo específico da educação e, por consequência, para identificar o seu objeto de conhecimento.

OBJETIVOS: analisar o objeto de conhecimento da educação física escolar, tomando como base os fundamentos teórico-metodológicos da pedagogia histórico-crítica. Especificando: Evidenciar a educação física, no âmbito escolar, a partir do circuito da educação, onde a prática pedagógica seja o ponto de início e de chegada do processo educativo; ressaltar as ciências naturais e as ciências humanas como instrumentos (meios) para o processo educativo sobre as questões de natureza específica (do seu objeto de conhecimento) da educação física como componente curricular da escola; compreender o objeto de conhecimento da educação física escolar a partir de uma análise radical sobre as especificidades do modo de produção capitalista, em especial, sobre as caracterizações da divisão do trabalho; apresentar uma possibilidade de analisar o objeto de conhecimento da educação física escolar, isto é, o desenvolvimento da corporalidade humana, por meio da relação contraditória entre desenvolvimento pleno do movimento e contenção do movimento.

SÍNTESE DA JUSTIFICATIVA DA TESE: se apoia, de um lado, na ainda precária legitimação epistemológica da educação física escolar, principalmente busca-se considerá-la numa perspectiva transformadora; por outro lado, nas ricas possibilidades que nos oferecem para essa sistematização, os pressupostos da pedagogia histórico-crítica, a qual possui os elementos suficientes para identificar o objeto de conhecimento da educação física escolar. Partiu-se, pois, do princípio de que ao tratar uma área do conhecimento na esfera escolar há a necessidade de se estar fundamentado por uma teoria pedagógica coerente com o tempo histórico e em uma perspectiva transformadora.

ESTRUTURA DO ARGUMENTO: envolve quatro etapas: 1) retomada das fontes principais que constituem o arcabouço teórico que fundamenta a pedagogia histórico-crítica, visando assegurar uma compreensão sistematizada da concepção de fundo, orientadora da pesquisa; 2) análise, a partir do referencial teórico, das influências das ciências naturais e humanas na proposição de determinado objeto de conhecimento da educação física escolar; 3) e, com base na sistematização da fonte principal e na análise dos dados teóricos supraditos, procurou-se apresentar uma possível reflexão sobre o objeto de conhecimento da educação física escolar visando superar as flutuações epistemológicas com as quais essa área do conhecimento convive historicamente.

ESTRUTURA DOS CAPÍTULOS E SUBCAPÍTULOS: No primeiro capítulo adentra-se na especificidade da educação física escolar, em especial, nas questões que tratam sobre o processo educativo, mais precisamente, sobre o objeto de conhecimento da área. Enfatiza, primeiramente, as dubiedades dessa área do conhecimento no âmbito escolar. Parte-se do pressuposto de que a educação física escolar atua, predominantemente, como um instrumento ou uma ciência aplicada disponível para as ciências naturais ou humanas. Perante tal quadro, expôs-se como se manifesta essa condição, isto é, como se dá a condição de um “colonialismo epistemológico” (cf. SÁNCHEZ GAMBOA, 2007) em que a educação física é ora subordinada às ciências naturais, ora subordinada às ciências humanas. Já no segundo momento do capítulo afirmar-se a hipótese que se propõe culminar na superação de tal dicotomia, na qual se encontra alojada a educação física escolar. Para tal superação, apresenta como possibilidade para os elementos que compõem o processo educativo (principalmente, o objeto de conhecimento) da educação física, refletir com base numa ciência da e para a educação, ou seja, a educação física escolar fundamentada por uma ciência prática, uma teoria da educação, em suma, uma pedagogia. Afinal, a educação física não é outra coisa senão um tipo específico de educação. Contudo, tendo em vista o propósito de transformação social, não se trata de uma pedagogia qualquer, mas sim da pedagogia histórico-crítica, pela sua concepção de mundo e de educação. No segundo capítulo, foram expostos os principais fundamentos teórico-metodológicos da pedagogia histórico-crítica. Para isso, apresentou-se, primeiramente, o contexto histórico-social da sua elaboração, elencando, então, os principais acontecimentos que parearam essa teorização desde a sua gênese até o seu movimento atual na educação brasileira; na sequência, apreendeu ao máximo as bases da sua fundamentação teórica, evidenciando a importância e a relação necessária entre a história (como ciência unitária) e a filosofia (como instrumento que possibilita problematizar a existência humana no decurso da história); por fim, foi averiguado e apresentado uma sistematização da concepção de mundo e de educação da pedagogia histórico-crítica que, em última instância, tem como perspectiva a transformação social. No terceiro e último capítulo destaca a principal tese referente à identificação e compreensão do objeto de conhecimento da educação física escolar. Inicia realizando uma análise sobre como se consolida a estrutura do ser humano e, portanto, como se pode pensar o processo educativo de forma sistematizada e que, por consequência, permita que o aluno possa, sob interferência desse processo, atuar por meio de atividades também sistematizadas. Nesse momento, evidencia os motivos que tornam insuficiente legitimar o objeto de conhecimento da educação física escolar subordinando-o a uma determinada ciência. Após tal reflexão identifica-se, em linhas gerais, como o atual momento do modo de produção capitalista impacta no indivíduo, mais precisamente, no desenvolvimento da sua corporalidade. Esta análise se deu por meio da investigação sobre as principais características do modo de produção capitalista (análise esta que se iniciou no segundo capítulo, mais precisamente, no momento de discussão sobre a concepção de mundo conservadora), cujo enfoque, neste terceiro capítulo, foi evidenciar a divisão do trabalho, principalmente em tempos atuais, isto é, no capitalismo contemporâneo. E, assim, no último momento do capítulo, está exposta a compreensão sobre o objeto de conhecimento da educação física escolar, sendo abordado, no processo educativo escolar, pela vigilância crítica da corporalidade humana no momento social hodierno. Dessa forma, localiza-se a identidade do objeto de conhecimento da educação física escolar na relação contraditória entre o desenvolvimento pleno do movimento e a contenção do movimento.

CONCLUSÕES: Nesse sentido, compreendeu-se a relevância do presente estudo para contribuir na discussão inacabada sobre o objeto de conhecimento da educação física escolar e na abordagem a ser dada na prática pedagógica. Todavia esta tese de doutoramento não tem como objetivo e nem mesmo se torna autossuficiente para compreender a complexidade histórica que é a identificação do objeto de conhecimento da educação física escolar, bem como a maneira mais coesa e coerente a ser trabalhada pedagogicamente. Portanto, a partir deste estudo, impõe-se a necessidade de um maior aprofundamento sobre as categorias desenvolvimento pleno do movimento e contenção do movimento, tanto no plano teórico (como, por exemplo, na necessidade de um maior aprofundamento sobre o conceito de movimento), quanto no plano prático (nas aulas de educação física). Nota-se que há ainda a necessidade de efetivar constantes aproximações sobre o objeto de pesquisa trabalhado neste estudo. Todavia, tais aproximações só farão sentido caso estejam alicerçadas numa concepção de mundo transformadora e, por consequência, considerando-se a educação física como uma modalidade de educação e, neste caso, de educação escolar, alicerçada numa teoria pedagógica como ciência da educação autônoma e unificada.

AVALIAÇÃO PESSOAL SOBRE A TESE: A pesquisa que ensejou o presente trabalho, de caráter teórico, vem analisando um conjunto de categorias fundamentais para teoria histórico-culturais, amplamente recorrentes de forma genérica nos cursos de pedagogia, mas nem sempre tomadas no sentido que lhe confere tal teoria. É imprescindível que tal monografia é provocante e relevante que leva a articulação e a continuidade de estudos do objeto de conhecimento da educação física escolar. Visto que, é notável na tese, a necessidade de dedicação sobre novos estudos a cerca da peculiaridade dissociada da educação física.

QUESTÕES: 1) Na opinião dos alunos, com a finalização da tese apresentada, qual é o papel do professor na sociedade?

2) O que vocês entenderam sobre ciência da educação autônoma e unificada?

3) É comum, por exemplo alocar a dança como uma atividade específica da educação física. Vocês concordam com essa afirmação? Por quê?



Nesta postagem contem todos os trabalhos feitos durante o periodo. Joice B.Silva,Leonardo Luz,Leonardo Rodrigues,Luciano José





Programa Educacional: https://drive.google.com/file/d/1usr9AIVt4jeDCvV8q9CQ9jmCA-eMdsiG/view?usp=sharing

Trabalho do Seminário: https://drive.google.com/file/d/1y2aaLoGzxDyY_hrUIH1hfbeg0lwSRyuF/view?usp=sharing

Handout do seminário: https://drive.google.com/file/d/1FN7QXDQpcHDuIcrTtpZJiuPB-mdx07fW/view?usp=sharing


Link da dissertação: http://cev.org.br/arquivo/biblioteca/4040020.pdf

Projeto Pedagógico

Vídeo:

Projeto Pedagógico: https://drive.google.com/file/d/1DzEHxCyVmEk_AI5BWn9u3fnBltv5Tr6h/view?usp=sharing
Grupo: Felipe Douglas, Felipe Joelse e Geraldo Gegela.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Carta de recomendação - Leonardo Rodrigues, Leonardo Luz, Luciano e Joice Silva

A Disciplina "Docência e Formação cultural na Educação Física Escola" é uma disciplina que se mostrou altamente importante na nossa formação como futuros Docentes, estimulando a leitura de materiais altamente produtivos e no qual devemos ter mais contatos durante nosso período como discentes que são: Dissertações de Mestrado, Tese de Doutorado, Artigos, dentre outros. Fica aqui a nossa crítica em relação ao planejamento da disciplina, o qual não ficou explícito e dificultou um pouco o controle acerca dos trabalhos a serem realizados. No mais, uma Boa Sorte a vocês futuros Alunos da disciplina. Obrigado.

6 - Plano Educacional Ensino Fundamental II

Discentes: Thiago Augusto Silva Mariana Perez da Silva Luis Fernando dos Santos Gomes Junior Luiz Otávio Moreira Junior

Trabalho escrito:
https://1drv.ms/w/s!AkTFozY07qZIgixyWFbc9S5LkkUX

Vídeo do trabalho: 

Carta de recomendação - Ramon de Oliveira Elias


A disciplina "Docência e Formação Cultural na Educação Física Escolar" tende a acrescentar muito na formação de vocês, atuais discentes, assim como acrescentou muito em minha carreira como futuro docente. Por apresentar aspectos e conhecimentos que não foram trabalhados até então em outras disciplinas, tal matéria se torna fundamental na grade curricular, além das falas do professor, a experiência da elaboração de um Programa  Educacional, um seminário sobre uma dissertação e a ministração de uma aula durante uma caminhada ecológica  foram de suma importância em minha formação. Os conhecimentos construídos nessa disciplina serão levados para o resto de minha graduação, e certamente para minha atuação como professor. Obrigado e Boa sorte a todos!

Grupo 7 - Programa Educacional na Escola Estadual Maurício Zákhia

Discentes:
Mathaews de Lima Martins
Paulo Pires dos Santos Junior
Rafael Tobias Rodrigues de Oliveira
Ramon de Oliveira Elias

Vídeo sobre o Programa Educacional



GRUPO 04- CARTA PARA OS PRÓXIMOS ALUNOS. Isabela, Isabelle, João e Jnaderson

Lavras, 01 de Julho de 2019

Oi 
Hoje, foi proposto para que escrevêssemos para alguém, alguém que talvez a gente nunca vai ver na vida ou que cruzaremos todos os dias nos corredores, mas que por um acaso do universo, alguém que tem muito a ver com a gente e sim, esse alguém é você!
Bom, muito em comum pois, de alguma forma tem um espaço dos nossos corações que moram os sonhos e nesses sonhos, temos a educação física como profissão em um futuro não tão distante, mas que talvez, agora, nesse segundo período esteja fazendo você pensar que esta BEM distante, muito em comum ainda, por querermos mudar o mundo, mudar crianças, com a educação, o poder da docência e o amor da mesma está em nós. 
E por isso estamos aqui, te escrevendo e precisamos muito que você conhecesse esse professor, ele chama Marcio é muito falante e tem MUITO a acrescentar na sua vida e pensamentos como uma docente em construção.
Nossa esperança é que você aproveite ao máximo tudo que puder das aulas e desse professor incrível que vai passar rápido pela vida acadêmica de vocês e que esse  nosso sonho se torne cada vez mais próximo e concreto.
Abraços e boa sorte! <3

GRUPO 04 VÍDEO e parte escrita: PLANO EDUCACIONAL ESCOLA ARCO ÍRIS- Isabela, Isabelle, João e Janerson



Docência e Formação Cultural na Educação Física Escolar
Prof. Márcio Norberto Farias
Isabela Mendes dos Santos
Isabelle Cristine Silva
Janderson Otavio da Silva
João Vitor Silva de Paula

PROGRAMA EDUCACIONAL PARA EDUCAÇÃO FÍSICA

 
Introdução
Descrição: A Escola de Educação Infantil Arco Íris, localiza-se na Rua Padre Frederico Bandger nº 215, Centenário, na cidade de Lavras-MG e tem como objetivo atender crianças de 4 a 6 anos. A escola possui um quadro de 12 professores, sendo 3 deles de Educação Física, que auxiliam 120 crianças, distribuídas em turmas no período da manhã e tarde.
Estrutura: A escola conta com um espaço físico adequado ao número de alunos, contendo 6 salas de aula, 2 banheiros, 1 secretaria, 1 brinquedoteca, 1 cantina e 1 espaço para o parquinho. Cada turma tem um total de 2 aulas de Educação Física semanais.
Materiais:
6 bolas de futebol dente de leite,
2 minis bolas de futsal,
4 bolas de voleibol de praia,
10 cordas pequenas.
2 cordas grandes,
10 coletes amarelos,
10 coletes verdes,
20 bambolês,
2 caixas de som,
5 mini cones,
10 jogos de tabuleiro,
4 apitos,
234 brinquedos diversos na brinquedoteca.
Mensalidade e Salário: A mensalidade por aluno é de R$300,00, cada professor recebe R$40,00 por aula.

A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
As raízes dos exercícios físicos aparecem nas civilizações primitivas e seus objetivos eram relacionados a grandes causas humanas: luta pela existência, ritos e cultos, preparação para a guerra, jogos e práticas atléticas. O homem primitivo realizava movimentos naturais e assim se exercitava: subindo em uma árvore para apanhar frutos, construindo ferramentas com pedras, caminhando e correndo para caçar.
O homem primitivo possuía grandes preocupações com sua sobrevivência. Essa época, da Pré-História era marcada com os primeiros exercícios físicos atribuídos para o ataque e defesa (MORAES, 2009)
No Brasil, há uma história de lutas e conquistas que culminaram na regulamentação da profissão.
Com a vida natural que levavam, os habitantes do Brasil eram exímios caçadores, corredores e valentes guerreiros e foram exaltados em inúmeras poesias e prosas, por muitos autores brasileiros. Os índios brasileiros também praticavam a dança, um ritual religioso que acontecia nas cerimônias comemorativas e serviam como recreação, depois de um dia fatigado.
O documento mais antigo que se tem como referência a essas atividades físicas indígenas é a carta que Pero Vaz Caminha escreveu para o Rei de Portugal, relatando todas as suas observações, em relação ao novo território e os índios em seu meio ambiente (CHIÉS, 2004)
No final do século XVIII, a Educação Física aparece no currículo escolar só nas escolas militares, com atividades para a preparação militar com ginástica, esgrima e equitação (CHIÉS, 2004).
No ano de 1.922 cria-se o Centro Militar de Educação Física no Rio de Janeiro e somente em 1.929, na presidência de Washington Luís é que foi criado em curso provisório para a Educação Física. A primeira turma de professores foi formada por esse curso provisório, que tinha por objetivo preparar instrutores e monitores em Educação Física e difundir o método francês, no exército, pois na escola já estava implantado.
Em 1930, começa a segunda fase da República, com a presidência de Getúlio Vargas que da todo apoio para a criação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e assim em 1931 a Educação Física passa a ser obrigatória em todos os estabelecimentos de ensino secundário.
No início o professor regente da sala que ministrava as aulas de Educação Física, possuindo curso especializado obrigatório. O método utilizado era o francês resultando na era da esportivização.
Os médicos tinham ainda um papel importante. Realizavam testes práticos voltados para a preocupação das condições de saúde do aluno. Exames no início e final do ano eram realizados para detectar algum problema de saúde (CHIÈS, 2004).
O processo teve início nos anos 40, quando profissionais, preocupados com o crescente número de educadores não habilitados exercendo a profissão, iniciaram um movimento em direção à sua regulamentação. O movimento nacional pela regulamentação do profissional de educação física iniciou em 1995 e culminou com o sucesso de seus objetivos em 1998, quando a profissão foi finalmente regulamentada.
Os conteúdos trabalhados na escola, nas aulas de Educação Física para o ensino secundário eram: ginástica (método francês), movimentos com flexões e cambalhotas, jogo e modalidades esportivas e jogos / brincadeiras.
Ainda em 1.931 foi criado o Departamento de Educação Física de São Paulo, órgão responsável em difundir, orientar e fiscalizar o desenvolvimento da Educação Física no Estado, escolas, clubes, centros de formação. Hoje esse departamento é conhecido com CONFEFE (Confederação da Educação Física do Estado).
Em 1933 o Centro Militar de Educação Física é ampliado e passou a ser chamado de Escola de Educação Física do Exército, responsável pelo aperfeiçoamento das técnicas pedagógicas e desportivas brasileira.
Um passo decisivo em sua história foi à fundação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos em 1939, integrada a Universidade do Brasil com grandes conquistas no campo das atividades físicas (RAMOS, 1982).
Com a chegada do Estado Novo, o governo de Getúlio Vargas foi significativo para a Educação Física, pois com a Constituição de 1937 dá uma posição de destaque em seu artigo 131, dando obrigatoriedade em todas as escolas primárias, normais e secundárias, facultativa no ensino superior, mas com a mesma concepção higienista.
Até a década de 50, a educação física era voltada para a área médica e militar, que a via como uma forma de aprimoramento da raça e ajudava a criar homens fortes e saudáveis. Naquela época, o Brasil importava sistemas de ginástica de países como Alemanha, Suécia e França. Na década de 70, com o bom do nacionalismo, o governo passou a obrigar a educação física no ensino fundamental e médio.
A LDB também regulariza a Educação Física como componente curricular obrigatório em todos os níveis da educação, até o ensino médio, com limite de idade, menores de 18 anos. Para os maiores não seria obrigatório
Na década de 70 teve o início do processo de esportivização nas escolas, tendo como objetivo a competição, aptidão física e condicionamento físico. Formar talentos esportivos para competições internacionais para representar a Pátria, sentido nacionalista e propaganda positiva do regime da ditadura.
Na década de 80 começa o movimento renovador progressista da Educação Física na escola, em que a preocupação estava em trabalhar o desenvolvimento psicomotor da criança, adaptando as atividades a cada nível de idade, desde a pré-escola até o ultimo nível de ensino. Uma Educação Física pensando no todo: físico, social e emocional do aluno.
O papel da Educação Física nos anos 80 possui dimensão política, agente de transformação, por meio de pressupostos pedagógicos autônomos, conscientes e críticos.
Após a década de 80 a Educação Física começa a tomar um outro rumo, com concepções mais preocupadas com o lado formativo do aluno.
Preocupações que vão até os dias de hoje, com pressupostos humanistas formadores, baseados em autores que possuem essa mesma preocupação, resultando na conscientização de órgãos públicos educacionais, que atualmente editam referências para a Educação Física.
Atualmente, a educação física é obrigatória nas escolas, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Com o surgimento de novas propostas pedagógicas, a disciplina pôde se integrar a elas respaldada pela atual Lei de Diretrizes e Bases. Fora das escolas, o esporte é visto como negócio, diante do culto ao corpo perfeito que nossa sociedade vive. É por conta disso que se multiplicam o número de academias e exercitar-se tornou-se rotina para a maioria ou quase, da população atual.

MODELO PEDAGÓGICO
A base do pensamento construtivista consiste em considerar que há uma construção do conhecimento e, que para que isso aconteça, a educação deverá criar métodos que estimulem essa construção, ou seja, ensinar aprender a aprender.
Essa linha pedagógica entende que o aprendizado se dá em conjunto entre professor e aluno, ou seja, o professor é um mediador do conhecimento que os alunos já têm em busca de novos conhecimentos criando condições para que o aluno vivencie situações e atividades interativas, nas quais ele próprio vai construir os saberes.
Essa filosofia de ensino é inspirada na obra de Jean Piaget (1896-1980), biólogo e psicólogo suíço que se dedicou a pesquisas relacionadas às formas de aquisição de conhecimento.
A discussão principal de seus estudos é a ideia de que o conhecimento é construído por meio das interações entre sujeitos e o meio.
A linha pedagógica construtivista chegou à América Latina através da argentina Emilia Ferreiro, psicóloga e pedagoga, que foi aluna do Jean Piaget na Universidade de Genebra.
Ela escreveu o livro “Psicogênese da Língua Escrita”, em parceria com Ana Teberosky no qual defende que a aprendizagem se dá através do todo para as partes e que cada criança aprende em seu tempo.


PLANO DE AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
TURMAS: A e B
IDADE: 4 anos.
ALUNOS: 20 alunos.
1º BIMESTRE
OBJETIVOS:
· Explorar / Ampliar as possibilidades de posturas, gestos e ritmos corporais.
· Desenvolver as aptidões físicas, trabalhando o meio psicomotor.
· Estimar a capacidade de expressão.
CONTEÚDOS:
Jogos e Brincadeiras
HABILIDADES:
Experimentar as variadas formas corporais.
· Conhecer gradativamente os limites e as potencialidades do seu corpo.
· Experimentar as dificuldades e as facilidades do jogo considerando o número de participantes em relação ao espaço.
· Perceber a necessidade de organização individual e coletiva para o desenvolvimento de jogos e brincadeiras.

PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
· Jogos que envolvam movimentos e posturas diversas, paradas e em movimento.
· Jogos que envolvam paradas bruscas e recomeço do movimento.
· Jogos em espaços diferenciados e com números variados de participantes de maneira alternada.
· Repetição de uma brincadeira já vivenciada, deixando as crianças se organizarem para a realização da mesma.

2° BIMESTRE
OBJETIVOS:
· Explorar / Ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e sobre o movimento.
· Mostrar como funciona o esporte.
· Ensinar sobre perder e ganhar.
CONTEÚDO
· Iniciação ao Esporte.
HABILIDADES:
· Experimentar os diferentes gestos esportivos de modo lúdico.
l Conhecer gradativamente o espaço de realização de determinado esporte.
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
l Atividades de iniciação esportiva sem evidenciar os gestos técnicos.
l Jogos que envolvam a movimentação das crianças nos espaços onde são realizados determinados esportes
3° BIMESTRE
OBJETIVOS:
· Identificar e vivenciar noções espaço-temporais.
· Explorar o movimento do corpo com música.
CONTEÚDO
· Iniciação a Ginástica.
HABILIDADES:
· Expressar sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e linguagem oral, nas situações de interação.
· Deslocar-se em diferentes espaços e com diferentes quantidades de obstáculos.
· Iniciar a percepção da possibilidade de se trabalhar em grupo com movimentos alternados.
· Vivenciar diferentes trajetos explorando as noções de distância e tempo de percurso.
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
· Vivências rítmicas e repetitivas a partir da relação com o outro.
· Realização de movimentos diferenciados com obstáculos, no lugar e em deslocamento.
Vivência de movimentos realizados de maneiras diferentes por subgrupos criados pelo professor, numa mesma atividade.
l Exercícios de saltar em distâncias e alturas diferentes.

4° BIMESTRE
OBJETIVOS:
· Perceber a necessidade de organização individual e coletiva (construção de regras).
CONTEÚDO
· Iniciação as Lutas.
HABILIDADES:
· Iniciar a percepção do corpo, do ritmo, do peso e da forma do colega.
· Demonstrar atitudes de confiança nas próprias capacidades motoras.
· Situar o espaço como lugar que demarca o permitido e o não permitido.
· Perceber a força a ser impressa estando com um grupo e estando sozinho.
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
· Deslocamento pelo espaço em duplas de mãos dadas.
· Em duplas, saltar por sobre o corpo do colega. deitado no chão.
· Atividades onde o aluno exerce uma certa força para deslocar o colega que está a sua frente e em pé, dentro de um espaço demarcado
· Cabo de guerra coletivo e o cabo de guerra em dupla

TURMAS: A e B
IDADE: 5 anos
ALUNOS: 20 alunos
1º BIMESTRE
OBJETIVOS:
l Explorar diferentes modos de jogos
l Desenvolver novas técnicas motoras
l Entender o que é jogo e brincadeira.
CONTEÚDOS:
l Jogos e Brincadeiras
l Ludicidade
l Brincadeiras antigas
l Regras e condições
HABILIDADES:
l Experimentar as variadas formas corporais.
l Enfatizar o conhecimento de novas experiências
l Experimentar as dificuldades e as facilidades do jogo
l Aprender a se organizar em grupo
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
l Jogos que envolvam raciocínios lógicos
l Jogos que envolvam o desenvolvimento social
l Jogos de diferentes épocas
l Participação dos alunos na escolha de jogos e brincadeiras

2° BIMESTRE
l OBJETIVOS:
l Conhecer como o corpo funciona
l Seriedade do esporte
l Ensinar sobre perder e ganhar.
CONTEÚDOS:
l Iniciação ao Esporte.
l Práticas esportivas lúdicas
l Regras gerais do esporte
l Coletividade e individualismo
l HABILIDADES:
l Experimentar as diferentes possibilidades do esporte
l Vivência no local esportivo
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
l Atividades lúdicas
l Práticas esportivas reais
l Desenvolvimento de novas táticas de jogo

3° BIMESTRE
OBJETIVOS:
l Aprimorar os movimentos da ginástica.
l Explorar o movimento do corpo com música
CONTEÚDO
l Iniciação a Ginástica.
l Movimento e música
l Ginástica como esporte.
HABILIDADES:
l Expressar movimentos corporais
l Deslocar-se em diferentes espaços
l Trabalho em Grupo
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
l Vivências rítmicas lúdicas
l Realização de movimentos corporais básicos.
l Possibilidades na ginástica
l Exercícios de saltar em distâncias e alturas diferentes.

4° BIMESTRE
OBJETIVOS:
l Enfatizar o trabalho em grupo
CONTEÚDO
l Iniciação as Lutas.
l Regras
l Ludicidade nas lutas
l Movimentos corporais
HABILIDADES:
l Perceber e superar as dificuldades de movimentos
l Demonstrar atitudes de confiança
l Participação
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:
 (SUGESTÕES DE ATIVIDADES)
l Práticas de Lutas lúdicas
l Calcular peso e altura
l Atividades de trabalho em grupo
l Diferença entre luta e briga, através das práticas de modalidades de luta
TURMAS: A e B
IDADE: 6 anos
ALUNOS: 20 alunos
OBJETIVO:
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música e outras linguagens.
1° BIMESTRE  (TEATRO E MÚSICA)
 “Com crianças e adultos e experimentar, de múltiplas formas, a gestualidade que marca sua cultura.”
Para que as crianças pequenas possam criar formas diversidades de expressões, é importante que tenham oportunidades de expressar-se de diferentes formas, seja pelo teatro, dança ou música, bem como de conhecer suas características físicas, seus gostos, interesses, suas sensações e frustrações. Conhecer a aceitar suas características corporais, expressando-as de diferentes formas, é uma importante conquista para a construção de sua imagem corporal positiva. Trabalhar com projetos surgidos através da curiosidade e interesse da criança, partindo de suas experiências e vivências.
· Desenvolver as expressões corporais percebendo a relação corpo e espaço.
· Explorar as várias possibilidades do corpo no espaço: sentar, arrastar, rolar, correr, pular, saltar, rolar, dançar, marchar, subir escadas, ultrapassar obstáculos.
· Criar e interagir em circuitos motores.
· Expressar-se em danças espontâneas e/ou dirigidas.

2° BIMESTRE  (BRINCADEIRAS)
 “utilizando movimentos para se expressar, explorar espaços, objetos e situações, imitar, jogar, imaginar, interagir e utilizar criativamente o repertório da cultura corporal e do movimento.”
Nesse contexto, é importante que as crianças pequenas possam participar de situações, em pares ou pequenos grupos, nas quais possam se expressar de formas diversificadas, como, por exemplo, expressar-se corporalmente distinguindo emoções e sentimentos, em si mesmo e nos seus colegas, em situações cotidianas, em imagens observadas ou em narrações escutadas. É desejável também que brinquem de andar como robôs, como zumbis, como gatinhos ou como maria mole, dentre outras formas, e que possam criar histórias e narrativas, dramatizando-as com os colegas, apropriando-se de diferentes gestualidades expressivas.
· Brincar com diferentes elementos da natureza.
· Desenvolver atitude de confiança nas próprias capacidades motoras, construindo imagem positiva de si mesmo.
· Interagir com outras crianças e adultos através de histórias musicadas, movimentando-se com destreza e acompanhando ritmos.
· Explorar por meio de jogos e brincadeiras diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade.

3° BIMESTRE  (NATUREZA E SOCIEDADE)
A percepção do mundo físico é direta: elas testam o que sabem, tocando, ouvindo, observando, elaborando hipóteses e procurando respostas às suas indagações. A atitude científica merece ser estimuladas por intermédio da observação, experimentação, manipulação e enriquecidos com conversas e ilustrações. As crianças adquirem consciência do contexto em que vivem e se esforçam para entendê-lo, por meio da interação com o meio natural e social.
Conhecer o mundo implica conhecer as relações entre os seres humanos e a natureza, as formas de transformações e utilizações dos recursos naturais, a diversidade cultural. Desta forma, as crianças adquirem condições de desenvolver formas de convivências, atitudes de polidez, respeito, cultivando valores sociais, intelectuais, morais, artísticos e cívicos, O professor precisa se inteirar destes domínios e conhecimentos. O importante será a descoberta.
· Proporcionar contato direto na natureza para que os alunos possam ter vivência no meio.
· Brincar com diferentes elementos da natureza

4° BIMESTRE  (DANÇA)
As danças integram a cultura corporal humana desde suas origens com sentidos e significados relacionados à crenças e valores específicos. Seus elementos constituintes, entre eles o ritmo, as músicas e canções, os movimentos e as vestimentas, possuem valores e sacralidade vinculados às sociedades e culturas onde são criadas e reproduzidas. Atualmente acompanhamos a expansão dessa prática corporal materializando sentidos e significados muito mais amplos do que os que a constituíram até pouco.
Fica a critério do professor o desafio de, ao abordar essa unidade temática, trazer para os estudantes a compreensão de todas as dimensões a ela vinculadas (história, culturas e territórios, gestos e cânones etc.), assim como despertar neles a capacidade de autoria e criação. Em Minas Gerais não podemos deixar de tematizar e valorizar as manifestações das danças regionais presentes em cada território. Elas compõem, estruturam e se relacionam a um acervo cultural riquíssimo que fornecem identidade, visibilidade e prestígio ao nosso estado, muito além de suas fronteiras.
· Criar espetáculos de dança e movimento
· Abordar temática de danças relacionadas ao acervo cultural de Minas Gerais.

PROPOSTA DE RECUPERAÇÃO:
PARA ALUNOS FALTOSOS: apresentar todo conteúdo o mais brevemente possível levando em conta seus saberes de experiência.
ALUNOS COM DIFICULDADE MOTORA: trabalhar parte cognitiva e motora separadamente.
ALUNOS DESINTERESADOS: Propor atividades diferentes para que o aluno possa ter prazer na aula.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTELANI, Lino Filho. Educação Física no Brasil; a história que não se conta. Papirus, 1998
BRITO. Mariana. História da educação física pelo mundo e pelo Brasil. 2017
Miller. Leandro. Vivências corporais. outubro 18, 2018
CARVALHO, J. S. F. Construtivismo: uma pedagogia esqu