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terça-feira, 29 de julho de 2014

Programa Educacional Integral

Segue o trabalho apresentado a disciplina Fundamentos da Educação Física Escolar, 
ao Professor Márcio Norberto Farias.  


segunda-feira, 28 de julho de 2014



Desde quando surgiu, a Educação Física vem buscando sua identidade e agora chegou a nossa vez de conquista-la. A visão que temos hoje sobre essa área são os professores rola-bola, aulas de recompensação, horário que pode ser substituído por outro, entre diversas outras concepções. No entanto, estamos estudando justamente para mudar esses pensamentos para que a Educação Física seja reconhecida como uma disciplina tão importante quanto à matemática, física, biologia, etc. Afinal, a Educação Física lida diretamente com a expressão corporal, liberando os nossos sentimentos e conhecimentos, algo essencial para os seres humanos. A nossa disciplina “Fundamentos da Educação Física Escolar” tem um papel muito importante para essa mudança, pois provoca, essa nova geração de professores, a refletirem sobre o que é certo e qual a melhor metodologia a ser aplicada em nossas aulas. Primeiramente temos que ser diferentes, fazer uma auto avaliação e pensar: será que essa aula que estou aplicando seria a mesma que eu desejaria para meus filhos, meus amigos ou qualquer pessoa que eu goste? Dessa forma, preocuparemos em querer sempre superar nós mesmo, ministrando aulas que realmente serão lembradas, aprendidas e principalmente interligadas, que farão diferença para a vida de nossos alunos. Contendo aulas gradativas, sempre do começo ao fim, do simples ao mais complexo, sem causar desanimo ou vergonha para os alunos que sabem mais ou menos, respectivamente. E não aulas aleatórias, sem sentido, como muito de nós tivemos quando estávamos na Educação Básica. Muitos devem pensar: como vou conseguir transformar sozinho, uma ideologia construída socialmente há tanto tempo? E é ai que está à mudança! Se nós fizermos a nossa parte como professores dedicados e empenhados, poderemos servir de exemplos a outros professores e o principal, fazer diferença para nossos alunos que serão os professores do amanhã. Um ótimo exemplo é o filme “Escritores da liberdade” em que uma professora jovem e idealista começa a dar aula em uma escola que possui alunos rebeldes e com nenhuma vontade de aprender, além de encontrar preconceitos raciais. Assim, mesmo a diretora não dando apoio, ela se entregou de corpo e alma, aproximando das realidades complicadas da turma e conseguiu conquista-los. Aos poucos, os adolescentes voltaram a confiar neles mesmos e reconhecer valores como o respeito ao próximo. Contudo, em apenas um gesto de afeto e muita determinação, essa professora mudou a vida da turma inteira e, consequentemente, cada um deles irão fazer algo bom para outra pessoa, essa pessoa a outra e assim, esses valores vão se expandindo além das escolas. Afinal, é na escola que aprendemos regras de convivência para estarmos preparados para enfrentarmos a sociedade, e a Educação Física também tem o seu papel nessa construção. Lembrando-se que não são com as respostas que mudaremos o mundo e sim com as perguntas. Nada nessa vida foi ganho e sim conquistado, por isso, cabe a nós mesmos confiarmos e continuarmos lutando a cada dia pelo reconhecimento da importância da Educação Física porque tudo que é bom deve ser mostrado e respeitado.

Avaliação Fundamentos da Educação Física Escolar

http://www.4shared.com/file/pjxiYhIYba/Avaliao_Fundamentos_da_Educao_.html?

Luciene de Aguiar Andrade
Nadia Campos
Jessica Mara

Programa Educacional de Educação Física, do Ensino Infantil e Ensino Fundamental


               Aos novos navegantes,

             Ao ingressar na disciplina “Fundamentos da Educação Física Escolar”, será colocado a sua frente um furacão de ideias e concepções acerca da Educação física que caberá a cada um posicionar-se frente a isso porém, o desconforto se faz necessário quando há intencionalidade de enfrentar e questionar as dificuldades e consequentemente procurar soluções aos desafios presentes em nossa profissão. Caminhada árdua na verdade, pelo fato de inúmeras vezes sermos tentados a adotarmos a facilidade da apatia. Ao longo de toda disciplina, serão abordados trabalhos que possuem um tratamento diferenciado em relação a Educação Física enquanto disciplina escolar, seus envolvimento com temáticas diferenciadas que não prendem-se somente aos mesmos entraves conhecidos desde sempre como: infraestrutura deficitária, falta de valorização profissional ou até mesmo a falta de envolvimento dos profissionais da área com a escola. Além dessas questões, muito conhecidas ao longo de toda graduação, são abordados alguns temas importantes e até então pouco evidenciados como: o currículo, influência do capitalismo no perfil do profissional de Educação Física, a heteronormatização dos corpos nas práticas pedagógicas adotadas pelos professores. Temáticas que provocam sempre a reflexão da razão principal da existência da Educação Física Escolar, pois enquanto disciplina escolar a mesma deve ser vista como uma cultura de movimento que, associada a ações do cotidiano proporciona inúmeras situações de reflexão crítica e enriquecimento cultural, porque quando vista e trabalhada desta forma torna-se reconhecida enquanto disciplina escolar e não somente tempo livre, obviamente todo processo mediado por nós, futuros professores.
      Nesta disciplina haverão diversos debates onde serão expostos, discutidos e compartilhados conhecimentos, tal questão se faz importante pois, constitui uma ferramenta para disseminação de conhecimentos que visam um objetivo comum e por esta razão o trabalho deve ser em conjunto para que o objetivo seja alcançado plenamente, nesta concepção segue abaixo um modelo de programa educacional.


Angélica de Souza Silva



Programa Educacional de Educação Física, do Ensino Infantil ao Ensino Médio


O Necessário Desconforto Universitário

Ao longo da caminha percorrida na disciplina “Fundamentos da Educação Física Escolar”, vários obstáculos foram impostos, alguns fáceis de ultrapassar, como uma pequena pedra no caminho, já outros pareciam muralhas gigantes. Mas tudo, com um pouco de esforço, eram capazes de ser superados. Grandes e intrigantes temas foram discutidos durante a caminhada, temas como: “A Escola Capitalista”, “O Currículo Cultural da Educação Física”, “A Vida de Estudos na Universidade”, “O Currículo Universitário”, “A Educação Física Escolar tem Razão de Existir?”, dentre outros temas. Os quais quando colocados em debate, quando colocamos a nós mesmos em “cheque”, percebemos o quão diferente são as ideias de um grupo que pode-se dizer, estar numa trajetória de mais de dois anos juntos. Quantas ideias, desafios, indagações surgem para fazer com que repense o que talvez já fosse estabelecido, resignificar o que já era “lei”. Sem sombra de duvida que nos momentos de desconforto, onde a zona de conforto intelectual foi removida e  as análises criticas de suas próprias afirmações foram realizadas, nesses momentos se indicou o verdadeiro sentido de estarmos numa universidade.
Um professor em formação deve sempre manter sua zona de conforto, desconfortável, pois só assim poderá continuar a abrir caminhos para sua formação; resinificar, interagir e agir de forma adequada, mantendo um objetivo de conhecimento a ser alcançado, para não se perder durante a caminhada. Sempre fazer o melhor para que seus futuros alunos possam ser tocados de alguma forma, que esse tempo de desconforto na universidade valha a pena para que os futuros alunos nas escolas não fiquem órfãos do saber que os professores de Educação Física devem ser mediadores. Mas, mantendo-se sempre ligado a realidade de suas limitações, onde o professor não é e nunca será um “semi-deus” capaz de mudar o mundo, ou mesmo mudar toda a escola onde será mediador do conhecimento.

Agora lhes deixo uma importante reflexão de Bob Marley:

“É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida.”

De que vale a vida se não arriscarmos e tentarmos melhora-la?


Álex Sousa Pereira




Texto em PDF


domingo, 27 de julho de 2014

Mensagem aos novos navegantes



Ao engreças na disciplina Fundamentos da Educação Fisica Escolar será possivel seguir uma jornada fascinante. Nossas convicções serão avaliadas e nossas crenças enriquecidas pelas críticas e reflexões realizadas.Onde teremos a oportunidade de perceber que a educação física não é apenas mais um componente curricular das ecolas básicas, está disciplina vai muito além. Estando diretamente ligada aos movimentos históricos, políticos, sociais, educacionais, e culturais. Sofrendo assim influências de conceitos especificos de cada época e também tendo sua influência.
Na verdade, todo conhecimento que adquirimos ao longo de nossa vida educacional será re-trabalhado e reinventado, para que possamos procurar a melhor forma de trabalhar com os alunos que chegam nas escolas repletos de conhecimentos e influências adquiridas no meio em que vivem. Mas está jornada não será fácil, pois soluções e investigações de problemas irão nos levar a outros reflexões e soluções. Pois o ato de “ensinar não é transmitir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção” (Paulo Freire).
Tal atitude é desafiadora para todos, pois trata-se de uma experiência inovadora, transformadora e em constante construção. Com isto, é preciso tentar romper com o paradigma de minizar a educação física a uma esportivização no âmbito escolar, e mostrar que a disciplina possui uma gama vasta de contéudos.
Apesar de todos nós já termos uma bagagem como estudantes universitários precisamos estar abertos a novas possibilidades de conhecimentos e em constante estudo para que assim possamos abordar os contéudos aprendidos na disciplina Fundamentos da Educação Física Escolar, e colocar em prática no meio escolar. Sempre tendo em mente que a educação é dinâmica e que o conhecimento não é somente assimilar um conteúdo. É preciso partir de algo, mas para que haja conhecimento esse algo deve ser transformado, e repensado. Podemos fazer isso em conjunto, com outros colegas, mas cada um, necessita colaborar com sua parcela de intelectualidade e de ação.

Débora Pereira Coutinho

Ao Leitor

Ao Leitor:


Dentro de um ambiente escolar, você atuante como professor nunca deve se esquecer que está trabalhado com seres humanos, sejam eles alunos da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio, da EJA, e etc. Eles já tem sua bagagem cultural, não são meros receptores e consumidores de informações, são seres pensantes, que devem ser tratados como tal.
Segue o link, de um programa de educação física escolar, o qual se for levado adiante deve se adequar as especificidades da escola ou centro de ensino.


http://octopuspinus.blogspot.com.br/2014/07/programa-de-educacao-fisica-escolar.html

Dayane Silveira

Programa de educação física escolar


A Educação Física no Brasil, surge nas escolas no século XIX como fruto do higienismo, da eugenia e do militarismo, onde passa por uma renovação de seus conhecimentos a partir da década de 1980, junto à abertura democrática do país. A partir desta década, inúmeras discussões acerca do papel da Educação Física começaram a surgir e junto a elas, a elaboração de novas metodologias. No campo da Educação Física houve poucas mudanças, e a Educação Física Escolar continuava com o objetivo de formar homens fortes para o “bem da pátria”.
(...)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Escola rural e os desafios do professor de Educação de Física
 
        Nossa visita foi feita na Escola Municipal Sebastião Vicente Ferreira, escola rural localizada na comunidade do Funil, antes de falarmos sobre a visitação alguns aspectos relacionados ao aprendizado acadêmico e da disciplina será colocado para evidenciar alguns pontos sobre a Escola Rural e sobre a prática docente do profissional de Educação Física. A Educação Física passou por diversas fases em que uma abordagem era tida como hegemônica em determinada época; tivemos uma fase em que aspectos físicos, cívicos e morais eram a base do conteúdo ministrado, também se teve uma visão biológica, voltada para aspectos de saúde. Hoje evidenciamos que estudiosos da área querem colocar em evidencia que o objeto de estudo da Educação Física Escolar é a Cultura Corporal de Movimento.
       Sabendo o que é o objeto de estudo e a realidade social em que vivemos, capitalista em que a estrutura escolar, o professorado sofre de pressões invisíveis que norteiam o seu trabalho.Dentro deste contexto a disciplina tenta evidenciar a escola Rural, no primeiro momento se pensa que a realidade rural não seria tão diferente da a que estamos habituados. A escola hoje em dia é um espaço em que evidenciamos relações de poder, aspectos em que na sociedade está mais claro. O mundo saiu de uma realidade manufaturada para uma realidade industrial capitalista, em que o êxodo mudou drasticamente toda esta estrutura. Aqui fica evidente que a Escola Rural de antes era a realidade e que hoje em dia a Escola Rural vive uma marginalização, ou seja, são cada vez menos escola e menores investimentos.
       O professor nesta lógica, a Educação Física age num papel diferente do contexto urbano, na cidade até as crianças de classes inferiores conseguem vivenciarem o consumo e perceber como é o mundo como um todo; na área rural ainda existe um isolamento das percepções que se tem na “cidade”. Os profissionais que trabalham nestas escolas agem servindo como um elo da cidade com o campo, dentro da perspectiva de docente de enfrentamento diário com distintas realidades, de dificuldade de transição da faculdade para a escola é importante que seja feita intervenções e observações desde o início do curso para que a realidade seja incorporada junto com seus conhecimentos.
      Agora falaremos especificamente da nossa visita, o que conseguimos perceber neste curto espaço de tempo. O ambiente e a realidade são diferentes, a simplicidade é inerente daqueles que ali estão inseridos, a receptividade é algo a ser destacado, por parte do professorado, funcionários e alunos. Percebe-se que todo o funcionamento escolar sofre adaptações, devido ao espaço, número de alunos, o professor se vê em uma realidade bem distinta da vida urbana, o professor de Educação Física especificadamente tem que agir com sensibilidade e criar aulas para a realidade deles e tem que agir com a disponibilidade de materiais e de espaço possíveis.
      O contato com a Escola Rural é de suma importância, pois cria uma nova vivência um novo olhar, o campo que foi durante muito tempo a base do país e que ainda serve de motor para a economia, as vezes deixado de lado em muitas políticas públicas se olhado com a importância que ele tem, trará para a educação e para a sociedade uma possibilidade de troca e de experiências e enquanto o professor conviver mesmo que não atuante, pois o papel docente tem que ser de constante formação.

Grupo: Jefferson Roberto, Jefferson Rodrigo, Luciene Araújo, Miguel Ângelo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



Visita a Escola Municipal Pingo de Gente em Macuco de Minas-MG      


            Para garantir o direito a educação em um país com dimensões continentais como o Brasil, é preciso no mínimo que as escolas estejam acessíveis a todos. Em nosso território se faz necessário uma distribuição de instituições educacionais que não fique concentrada apenas nos centros urbanos. É preciso que a escola chegue até o campo e se constitua como um centro de liderança, que ofereça as condições objetivas e subjetivas para o fortalecimento da cultura local e o enriquecimento da experiência humana. Desse modo, ao se falar da educação e da educação física no meio rural torna-se fundamental refletir acerca de seus sujeitos, buscando compreender sua cultura, suas demandas e suas necessidades próprias. De um ponto de vista histórico uma importante contribuição para um maior entendimento acerca das transformações no modo de vida dos sujeitos que vivem no campo, é feita por Antônio Cândido. Em seu livro, Os parceiros do rio bonito, ele descreve as transformações no estilo de vida do caipira – que é uma, dentre as múltiplas, categorias empregadas para designar o tipo de homem brasileiro que vive no campo. Essa representação se formou na medida em que o bandeirante se sedentarizou e estabeleceu moradia fixa em determinado lugar, em virtude do enfraquecimento de sua prática econômica, centrada fundamentalmente na procura de metais preciosos e na captura de índios para trabalharem onde havia a necessidade de mão de obra. O caipira se constitui como aquele sujeito cuja cultura e modos de vida sofreram influência de grupos sociais oriundos da chamada Paulistânia. Assim como nas demais formas de representação acerca do homem do campo, os caipiras são membros de uma sociedade relativamente homogênea que mantinham bem delineados certos tipos de valores, de padrões culturais, de práticas alimentares e de produção da vida material. Sua economia centrava-se basicamente na garantia da própria subsistência, em que as atividades comerciais praticamente inexistiam e os produtos consumidos eram em grande medida, produzidos pelos próprios caipiras. A organização dos povoamentos era esparsa e contribuía para a manutenção da sua economia de subsistência. Viviam relativamente isolados nos chamados bairros, e suas moradias geralmente eram os ranchos, que eram construídos a partir de madeira entrelaçada, amarrada por cipós da floresta, coberta por palhas e cujas lacunas eram preenchidas por barro. Havia claro, algumas poucas construções sólidas que eram os edifícios públicos e religiosos feitos a partir de pedras, tijolos e cal (CÂNDIDO, 2010).
            Embora esse modo de vida ainda apresente alguns resquícios nos tempos atuais, ele há muito se alterou em função das transformações sociais desencadeadas pela emergência da lógica capitalista. As condições objetivas que possibilitam a produção da vida material provocaram muitas transformações nos sujeitos, que compreendem desde as formas com as quais se garante as condições básicas de vida até as formas de pensamento. Se outrora os processos de trabalho do homem do campo visavam uma produção de alimentos orientada para a garantia de sua própria existência, estes em grande medida agora estão condicionados ao imperativo capitalista da produção em larga escala. Esse aspecto modifica sobremaneira o modo de vida do homem do campo, que agora tem que investir suas energias para obter um aumento do rendimento da terra. É esperado então que aquela prática passada de geração em geração entre em declínio para ser substituída gradativamente pelo ritmo das máquinas. A radicalização desse processo ocorrida nas décadas finais do século XX, somado a atração da cidade e certo desprezo ao modo de vida do homem do campo, contribuiu para o êxodo rural. Todavia há no campo, processos de trabalho que favorecem a permanência das pessoas nas comunidades rurais e fortalecem a sua identificação com aquela localidade, como, por exemplo, a chamada agricultura familiar.
            Já as escolas no meio rural passam por sérias dificuldades. Há por parte do poder publico uma forte atração por fechá-las, à medida que o fechamento se constitui como a ação economicamente mais viável para o município, que então subsidia o transporte para escolas urbanas. Tavares (2014) reporta que nos últimos anos foram fechadas cerca de 37 mil escolas no campo. De 100 escolas que fecharam apenas uma foi aberta. Tais dados denotam que o direito a educação dos alunos e alunas que vivem no campo vem sendo amplamente ferido. Há longos deslocamentos que dificultam a manutenção dos estudos, e o aluno ou se submete ao desgaste desse deslocamento ou para de estudar. É preciso lembrar que raramente uma escola no meio rural atende alunos no ensino médio, pois sua abrangência limita-se muitas vezes às séries inicias do ensino fundamental. 

Já com relação à organização curricular nas escolas rurais, há uma tendência em lhes aplicar modelos de escolas urbanas.  Segundo a autora supramencionada,
                                       
A educação tradicional relata o camponês como o jeca ou um lugar romantizado com a relação com a natureza e não como um lugar de trabalho e cultura. O que temos lutado também é que possamos mudar essa realidade na formação. Os estudantes do espaço urbano também precisam ler o campo com a sua realidade, com um entendimento mais amplo. Os materiais didáticos que são utilizados no campo e na cidade têm de demonstrar a realidade camponesa para que todos possam compreendê-la. (TAVARES, 2014, s/p).  

                Assim é preciso que o campo seja visto como um local para a formação cultural do sujeito (TAVARES, 2014), em que a educação dever oferecer conhecimentos para que o aluno possa realizar leituras acerca de sua realidade concreta. Desse modo, é preciso que as disciplinas escolares valorizem a cultura local e busquem sistematizar intervenções considerando as demandas, características e necessidades dos sujeitos na relação pedagógica.  
            Em uma visita à Escola Municipal Pingo de Gente situada no distrito de Macuco de Minas, tivemos a oportunidade de ter contato com seu cotidiano, conhecendo sua estrutura, seus atores e tomando nota de alguns problemas. A escola atende crianças na fase de educação infantil e funciona nos períodos da tarde e da manhã. As turmas são compostas no máximo por 16 alunos. Nesse pequeno contato, tivemos um interessante diálogo com a diretora, com a supervisora pedagógica e com algumas professoras, que nos inteiraram sobre o contexto da escola. Segundo a diretora na comunidade as funções da família e da escola são definidas, o que possibilita uma clara orientação da função do professor. Os pais por sua vez, mantém uma preocupação em participar das reuniões escolares.
A escola não possui a disciplina de Educação Física, que é substituída pelos momentos de recreação ministrados por uma professora designada especificamente para essa função. Segundo relatos, essas professoras planejam suas atividades em conjunto com as demais docentes, buscando com isso uma ajuda mútua para suprir a não formação na área. Os conteúdos ministrados são as brincadeiras e jogos populares, que são orientados para proporcionar o bom desenvolvimento motor dos alunos.
Contudo, o cargo do professor de recreação é variável e, portanto não é em todos os anos letivos que a escola conta com essa professora. Quando isso acontece, as professoras generalistas dedicam um tempo de sua intervenção para ministrarem experiências corporais. Desse modo, há uma dificuldade na escola na organização desses conteúdos. Outra dificuldade mencionada é referente à estrutura física que não possui alguns itens, que fazem falta no cotidiano escolar como, por exemplo, um espaço adequado para as refeições.
O contato com a escola nessa pequena visita foi importante, pois se trata de um lugar diferente pouco explorado nos processos de formação docente. Uma lição interessante que podemos apreender nessa visita é uma íntima relação entre professor/aluno(a) que é de extrema importância para a construção do conhecimento. As dimensões do cuidado e do ato de educar não estavam dissociadas, isto não se dá somente por ser uma escola de educação infantil, mas também em função do professor ter um maior contato com alunos na comunidade. Desse modo, tem-se a possibilidade de melhor conhecer os alunos e suas demandas para, a partir disso construir uma prática pedagógica significativa.     


Grupo: André Liuz de Oliveira Augusto, Darlei Francisco de Souza, Rosana Vicente Ramos. 

Referências
CÂNDIDO, Antônio. Os parceiros do rio bonito: um estudo sobre o caipira paulista e a transformação de seus meios de vida. 11ª ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2010.
TAVARES, Viviane. Cenário da educação no campo é desanimador diz educadora. Entrevista disponível em: <http://www.brasildefato.com.br/node/27211>. Acesso 24/01/2014.